"Animação Cultural" por Vilém Flusser

 


No texto "Animação Cultural" de Vilém Flusser, ele brinca com uma narrativa fictícia, mas que passa-se duas visões, e "cutuca" um pouco a sociedade. Será que somos nós que moldamos os objetos?


A primeira, uma mais superficial, onde se interpreta como uma fabula, onde há um congresso, com a ótica a partir dos objetos, em que a mesa a suposta narradora reuni outros objetos, que se encontram revoltados e entrando em um conflito com a suposta "superioridade humana". Lá eles se organizam o manifesto para os objetos começarem uma revolta contra a humanidade, em busca de autonomia sobre o espaço e sobre eles mesmos. Nesse sentido, o texto não passaria de uma fábula.


A segunda, uma leitura mais profunda e crítica, onde permite o leitor entender, e refletir sobe quais seria a real "ideia do texto". O texto faz uma alegoria para a reflexão sobre humano-objeto ou humano-natureza. Onde o ser humano, ser animado, cria e criou durante o tempo objetos com um funcional objetivo para ser usado. No entanto, Os objetos, seres inanimados, possuem um grande papel na vida humana, e a priori foram criados para suprir necessidades na relação ser ser e  natureza, mas com o tempo os seres inanimados foram criando relações não só como, um objeto com funções essenciais para nossas vidas, mas também como no sentido de valor emocional. Durante o tempo além de funções, o ser humano colocou muito valor sentimental, cultural, místico e religioso em diversos objetos. Como por exemplo o amuleto da sorte. 

Criando assim uma relação mais profunda sobre o ser humano com o objeto.


Sendo assim a partir dessa relação que se construiu com o tempo vivemos no looping de uma relação onde o ser vem moldando o objeto e o objeto moldando o ser.